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Ela Chegou em Paraty, para visitar a cidade que Marilda havia comentado pelo telefone por causa de um pequeno anúncio no Estado de São Paulo – aluga-se uma casa no Centro Histórico – Cidade Paraty – Rio de Janeiro.
Em 1972 Júlia conheceu aquela Pérola do Atlântico. Freqüenta em São Paulo a Escola Brasil, Presidida por Baravelli Nasser Fatar do Rezende (Arquiteto e artistas plásticos Paulistanos), com todo esse pano de fundo, o cenário se abriu e descortinou-se uma nova etapa na vida da artista plástica paulistana, seduzida e apaixonada pela bela cidade que se incrusta, tombada pelo Centro Histórico numa parte do litoral carioca, próxima a são Paulo.
Após dez anos de espera a artista foi lá morar 1982 – pintou entre vários estudos em papel e telas muitas aquarelas que retratavam as montanhas e as águas com suas pedras e areias o privilégio da natureza. Sentada a beira das janelas mirando a lua e as estrelas. O azul noturno, desperta o “Tom” que será usado em muitas das obras que se seguem: as águas do mar e dos rios se derramam sobre suas telas entre pinceladas fortes e suaves de acrílico e aquarela, figuras humanas se com a natureza – o verde e o rosa se entrelaçam e sempre acontece uma Dança nessa “Melange” de cores e formas.
Paraty tem sido o canto de mundo onde Julia Markman passa seus dias e noites respirando e se inspirando nos ares da mata, no frescor do Rio Pereque - Açú que também beira a Ponte Branca e passa na frente de seu sobrado com as janelas abertas nos dias de sol e noites de lua onde o horizonte se confunde com os verdes e os azuis – no amanhecer e no crepúsculo revelam-se as chamas celestiais o seu apogeu – Paraty e Julia, Natureza, Amor – Amigos e Arte.
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